procura-seumilustrador:

Por Bruna Campos

cansei de ser gata, virei ilustradora. 

procura-seumilustrador:

Por Bruna Campos

cansei de ser gata, virei ilustradora. 

Sobre o frio e deus

Apesar de toda essa minha queda pela misantropia, nesses dias percebi que o frio desperta a bondade nas pessoas. Vi alguns indivíduos ajudando, seja com dinheiro, seja com roupa ou comida, alguns moradores de rua. Isso me deu um pouquinho de fé na humanidade.

Hoje eu fui em um bar e, como sobrou um pouco de comida pedi para embrulhar para entregar para o Bob Marley. O meu namorado apelidou ele assim. É um morador de rua que é quase meu vizinho, mora em uma rua que cruza com a minha. Ontem eu e minha mãe juntamos umas moedinhas para comprar um hotdog para ele. Hoje eu entreguei a ele a comida que sobrou do bar e ele me agradeceu com algumas palavras como: “deus te abençoes, vai com deus”. É lindo e fofo que ele diga isso, mas ao mesmo tempo me incomoda. Como pode alguém que é completamente renegado pela sociedade e por deus (se ele existir), acreditar em deus? Um morador de rua não precisa seguir as regras da sociedade capitalista, tampouco acreditar em um deus. E que deus é esse que o deixa viver na rua sofrendo, por vezes viciado em drogas, passando frio, fome, sendo maltratado pelas autoclassificadas “pessoas de bem”?

Uma vez li que, quanto maior o poder aquisitivo e escolaridade, maior as chances da pessoa não acreditar em deus. E vice-versa. Não é raro entrar em um bairro de periferia e ver que existem 5 igrejas em uma mesma rua. A religião é mesmo o ópio do povo, não?

Enfim, me dói muito imaginar que sim, existe um deus. Me dói porque eu não consigo compreender como o deus que existe é o mesmo que as igrejas pregam que “é amor”. Eu sou uma pessoa, como outra qualquer, cheia de defeitos, mas seria incapaz de deixar meus filhos assim, jogados, como estão tantas pessoas…

Se deus existir, ele é sádico. E quando eu o encontrar vou chorar de raiva por tanta desgraça que existe nesse mundo e ele, onipotente, permite. O pior é que existe a possibilidade de que ele não exista e, o ser humano, incompleto por natureza, precisa acreditar em algo maior para seguir em frente, se enganando. Nem que o seguir em frente seja ficar em uma rua congelante à espera de um ato de bondade por parte de um humano. 

Tags: blog deus frio

feministacansada:

A senadora democrata Wendy Davis conseguiu um feito maravilhoso ontem de madrugada. 
Um projeto de lei deveria ser votado até o prazo de meia-noite de ontem. Caso passasse do prazo, não poderia mais ser considerado válido. Igual aconteceu com nosso ‘cadastro Nacional de gestantes’.
O projeto de lei, entre outras coisas, restringia enormemente o acesso ao aborto no estado americano do Texas. Reduzia o prazo em que era legal abortar, exigia das clínicas que faziam abortos uma grande quantidade de equipamentos e readequações desnecessárias e caras, numa série de medidas que, se implementadas, forçariam o fechamento de 37 das 42 clínicas que ofereciam o serviço de aborto no Texas. Ou seja, o aborto continuaria legal, mas o acesso a ele seria incrivelmente restrito, especialmente para quem vive em zonas rurais. 
Caso a votação fosse feita, a lei seria aprovada com certeza. A maioria republicana na casa é toda ‘pró-vida’ - leia-se pró controlar o útero alheio. 
Mas há uma pequena regra de conduta que poderia ser aproveitada, chamada Fillibuster. Ela diz que uma pessoa pode se dirigir ao presidente do Parlamento e falar por quando tempo quiser - sobre o assunto em pauta, especificamente. No livro de regras é estabelecido que ele (sic) deve permanecer de pé, sem se inclinar ou apoiar na sua mesa, sem interromper o seu discurso, a menos que seja para responder perguntas ou resolver questões burocráticas, sem ir no banheiro nem comer, nem beber água. Caso a pessoa quebrasse qualquer uma dessas regras, teria um ‘demérito’, por assim dizer, e 3 deméritos significavam que o Fillibuster deveria ser interrompido e dariam continuidade às votações. 
Isso mesmo. Era praticamente um Jogos Vorazes capacitista. Capacitista porque presume que toda pessoa tem a capacidade de ficar de pé. E se a senadora fosse cadeirante? Não teria direito de falar? Então, o absurdo da situação era além de um Reality Show. (quem ficar com a mão no carro por mais tempo ganha, uhuu).
O objetivo de Wendy Davis era o de falar até que o prazo para aprovação da lei passasse. Para isso, ela tinha que falar durante 13 horas sem parar. De pé. No mesmo lugar. 
Republicanos a todo tempo tentavam interromper e desencorajar o discurso da senadora. Ela recebeu dois ‘deméritos’: Um por ‘sair do assunto’ - aparentemente falar sobre ultra sonografia não estava dentro do assunto do aborto segundo republicanos, apesar deles mesmos terem anteriormente passado leis para restringir o aborto que exigia que se fizesse uma ultra sonografia desnecessária e invasiva. 
O segundo demérito foi novamente capacitista: Ela precisou de ajuda para colocar um suporte nas costas - de acordo com o livro de regrinhas, isso era ilegal. Fico pensando que se a Senadora tivesse desmaiado, ou levasse um tiro no meio do discurso, iam também descontar um demérito. 
No terceiro demérito, os manifestantes dentro do parlamento gritaram tanto que não consegui ouvir. A senadora já estava de pé por 10 horas e meia discursando. 
A partir daí, diversos democratas passaram a fazer um jogo de enrolação do presidente. Questionando os deméritos, revisando o livro de regras da casa, fazendo perguntas ao presidente, de forma a preencher o tempo o máximo possível, para tentar cumprir a meta da senadora e barrar a lei. 
Nos últimos 10 minutos, um momento de desespero: As votações tinham começado. 
E aí o povo começou a gritar. 
O barulho extremo das milhares de pessoas dentro e fora da casa forçou a interrupção da votação. Elas permaneceram gritando durante mais de 10 minutos sem parar. Foi um momento maravilhoso. Democratas faziam sinais de aprovação, republicanos tentavam em vão retomar o voto, e Wendy Davis continuava de pé após 13 horas. 
O prazo passou. 
O presidente da câmara ainda tentou fazer a votação, ilegalmente, após o fim do prazo. A confusão começou. Republicanos editavam as datas para fingir que a votação tinha ocorrido no dia 25 e não no 26. Democratas questionavam a ilegalidade da votação. #StandWithWendy (fique de pé com Wendy) estava nos TTs do mundo inteiro. 130 mil pessoas assistiam o vídeo ao vivo, apesar de nenhum canal de televisão estar cobrindo a votação. 
As 2 horas da manhã, uma vitória, finalmente. A mensagem de texto da senadora avisando que a lei estava morta. A votação tinha começado após o prazo de meia-noite. O direito ao aborto saiu ileso no Texas, dessa vez. Quaisquer outras tentativas de reavivar a lei estarão fora da legalidade ( o que não significa que não vão tentar).
E eu descobri uma nova pessoa pra admirar. A senadora que ficou de pé por 13 horas pelo direito ao aborto. 
Wendy Davis, você é a nossa Khaleesi. 
(x)

feministacansada:

A senadora democrata Wendy Davis conseguiu um feito maravilhoso ontem de madrugada. 

Um projeto de lei deveria ser votado até o prazo de meia-noite de ontem. Caso passasse do prazo, não poderia mais ser considerado válido. Igual aconteceu com nosso ‘cadastro Nacional de gestantes’.

O projeto de lei, entre outras coisas, restringia enormemente o acesso ao aborto no estado americano do Texas. Reduzia o prazo em que era legal abortar, exigia das clínicas que faziam abortos uma grande quantidade de equipamentos e readequações desnecessárias e caras, numa série de medidas que, se implementadas, forçariam o fechamento de 37 das 42 clínicas que ofereciam o serviço de aborto no Texas. Ou seja, o aborto continuaria legal, mas o acesso a ele seria incrivelmente restrito, especialmente para quem vive em zonas rurais. 

Caso a votação fosse feita, a lei seria aprovada com certeza. A maioria republicana na casa é toda ‘pró-vida’ - leia-se pró controlar o útero alheio. 

Mas há uma pequena regra de conduta que poderia ser aproveitada, chamada Fillibuster. Ela diz que uma pessoa pode se dirigir ao presidente do Parlamento e falar por quando tempo quiser - sobre o assunto em pauta, especificamente. No livro de regras é estabelecido que ele (sic) deve permanecer de pé, sem se inclinar ou apoiar na sua mesa, sem interromper o seu discurso, a menos que seja para responder perguntas ou resolver questões burocráticas, sem ir no banheiro nem comer, nem beber água. Caso a pessoa quebrasse qualquer uma dessas regras, teria um ‘demérito’, por assim dizer, e 3 deméritos significavam que o Fillibuster deveria ser interrompido e dariam continuidade às votações. 

Isso mesmo. Era praticamente um Jogos Vorazes capacitista. Capacitista porque presume que toda pessoa tem a capacidade de ficar de pé. E se a senadora fosse cadeirante? Não teria direito de falar? Então, o absurdo da situação era além de um Reality Show. (quem ficar com a mão no carro por mais tempo ganha, uhuu).

O objetivo de Wendy Davis era o de falar até que o prazo para aprovação da lei passasse. Para isso, ela tinha que falar durante 13 horas sem parar. De pé. No mesmo lugar. 

Republicanos a todo tempo tentavam interromper e desencorajar o discurso da senadora. Ela recebeu dois ‘deméritos’: Um por ‘sair do assunto’ - aparentemente falar sobre ultra sonografia não estava dentro do assunto do aborto segundo republicanos, apesar deles mesmos terem anteriormente passado leis para restringir o aborto que exigia que se fizesse uma ultra sonografia desnecessária e invasiva. 

O segundo demérito foi novamente capacitista: Ela precisou de ajuda para colocar um suporte nas costas - de acordo com o livro de regrinhas, isso era ilegal. Fico pensando que se a Senadora tivesse desmaiado, ou levasse um tiro no meio do discurso, iam também descontar um demérito. 

No terceiro demérito, os manifestantes dentro do parlamento gritaram tanto que não consegui ouvir. A senadora já estava de pé por 10 horas e meia discursando. 

A partir daí, diversos democratas passaram a fazer um jogo de enrolação do presidente. Questionando os deméritos, revisando o livro de regras da casa, fazendo perguntas ao presidente, de forma a preencher o tempo o máximo possível, para tentar cumprir a meta da senadora e barrar a lei. 

Nos últimos 10 minutos, um momento de desespero: As votações tinham começado. 

E aí o povo começou a gritar. 

O barulho extremo das milhares de pessoas dentro e fora da casa forçou a interrupção da votação. Elas permaneceram gritando durante mais de 10 minutos sem parar. Foi um momento maravilhoso. Democratas faziam sinais de aprovação, republicanos tentavam em vão retomar o voto, e Wendy Davis continuava de pé após 13 horas. 

O prazo passou. 

O presidente da câmara ainda tentou fazer a votação, ilegalmente, após o fim do prazo. A confusão começou. Republicanos editavam as datas para fingir que a votação tinha ocorrido no dia 25 e não no 26. Democratas questionavam a ilegalidade da votação. #StandWithWendy (fique de pé com Wendy) estava nos TTs do mundo inteiro. 130 mil pessoas assistiam o vídeo ao vivo, apesar de nenhum canal de televisão estar cobrindo a votação. 

As 2 horas da manhã, uma vitória, finalmente. A mensagem de texto da senadora avisando que a lei estava morta. A votação tinha começado após o prazo de meia-noite. O direito ao aborto saiu ileso no Texas, dessa vez. Quaisquer outras tentativas de reavivar a lei estarão fora da legalidade ( o que não significa que não vão tentar).

E eu descobri uma nova pessoa pra admirar. A senadora que ficou de pé por 13 horas pelo direito ao aborto. 

Wendy Davis, você é a nossa Khaleesi. 

(x)

"

Sobre a Angélica, Angelina Jolie e maternidade



Estava naquela postergação diária no Facebook quando, de repente, vejo que há um anúncio com a Angélica e sua filha. Logo senti aquele cheiro de fritura e pensei: “coxinhas, vejo coxinhas por todos os lados.”. Tentei deixar meus pré-conceitos de lado e entendi o motivo de tanta preguiça: a Angélica não é a Angelina Jolie.
A Jolie, além de putaqueopariuquemulherlinda, é ou parece ser uma ótima pessoa. Alguém cheia de empatia. Alguém que não se importa com aparências, que tenta melhorar o mundo e ajudar aqueles que precisam. Confesso, meu sonho é, um dia, ter muito dinheiro e adotar várias crianças. Mas voltemos à comparação.
A Angélica também tem dinheiro, tem influência e contatos, ao menos aqui no Brasil. E, a razão do meu incômodo, é porque não vejo pessoas como ela tentando melhorar o mundo. Entendam meu raciocínio: se você ganha dinheiro por conta do amor que as pessoas têm por você, o mínimo que você pode fazer é ajudar essas pessoas. Retribuir os milhares de reais que entram na conta dela mensalmente. Acho que todo mundo que é rico deveria ter uma ONG, ou adotar uma criança ou fazer algo altruísta e significativo. Em um mundo ideal, não seria preciso noticiar isso e tornar público esses altos. No entanto, vocês devem saber, não vivemos em um mundo ideal. Acredito que mostrar que você se preocupa e ajuda o próximo é tão importante quanto um posicionamento de uma celebridade sobre a homofobia ou racismo.
Aqueles que possuem algum tipo de influencia deveriam querer usar isso não só para benefício próprio, mas também pela humanidade. Acho muito difícil de entender por que em um mundo onde ainda existem crianças desamparadas, aqueles que são ricos e têm condições ficam gerando mais crianças e ignoram aquelas que são órfãs. Não digo para deixar de procriar, mas, por que não adotar uma criança? Imagino que eles devam ajudar ONGs e tudo o mais, mas, o ato de adotar uma criança é algo que eu não consigo mensurar a importância, tampouco encontrar uma palavra para descrever. Dar uma família a uma criança que está abandonada é a coisa mais linda que alguém pode fazer nessa vida. Quero mais Angelinas Jolies por aí. Quero mais empatia.

"
timemillennials:

Very honored to receive a submission from @SubtweetCat!

hahahahaha meow!

timemillennials:

Very honored to receive a submission from @SubtweetCat!

hahahahaha meow!

Tanto amor. <3Photo: Matt Blum PhotographySource: http://thenuproject.com/galleries/women-of-south-america-ii/

Tanto amor. <3


Photo: Matt Blum Photography
Source: http://thenuproject.com/galleries/women-of-south-america-ii/

Tags: TheNuProject

but make a plan to love me sometime

but make a plan to love me sometime

Tags: bright eyes

&lt;3

<3

hm

hm

once bright eyes. always bright eyes.

once bright eyes. always bright eyes.